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| Foto: Anjo |
Sempre que vejo essa fotografia fico em paz. Sério mesmo. Ops! Perdoem a falta de educação. Deixem eu apresentar-lhes este "Anjo". Essa é Laurinha, filha da minha prima-irmã, Danda. Eu e a Danda fomos criados juntos, como irmãos mesmo. Na época, o meu irmão ainda não havia nascido e a diferença de idade entre a gente é pequena e morávamos muito próximo. Vivia direto na casa da Danda. Foi uma infância boa mesmo. Sem luxos ou regalias. Uma infância como não se vê mais por aí. Passamos por muitas situações juntos. Muitas delas eram a mais comum entre irmãos, as brigas. Brigas intermináveis por motivos, motivos, motivos... que motivos? Nenhum motivo, né? "Coisas de criança".
Certa vez a Tia Rosa, mãe da Danda, ao nos ver brigando pela enésima vez, pegou duas facas daquelas antigas, daquelas arredondadas e sem fio de corte. Colocou-as, uma na mão de cada um e disse: Querem se matar? A hora é agora! Choramos. Nos abraçamos. E... continuamos a brigar, é claro! Mas de forma mais branda, sem todo aquele barulho costumeiro.
Certa vez a Tia Rosa, mãe da Danda, ao nos ver brigando pela enésima vez, pegou duas facas daquelas antigas, daquelas arredondadas e sem fio de corte. Colocou-as, uma na mão de cada um e disse: Querem se matar? A hora é agora! Choramos. Nos abraçamos. E... continuamos a brigar, é claro! Mas de forma mais branda, sem todo aquele barulho costumeiro.
Crescemos. Vivemos mais afastados desde então. Mas as histórias, os sentimentos, esses permanecem guardados num lugar especial. Casamos. Filhos nasceram. E na vez da Danda surgiu Laurinha. Vejam só que pecado de minha parte, que levei quase um ano pra visitá-la. De certo que essa visita rendeu. Num desses encontros, pude registrar a figura de um anjo. Sou um privilegiado.
Que Deus te abençoe, Laurinha.
Beijo do Tio Guto.

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