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| Foto: Rolleiflex |
"Se você disser que eu desafino amor..."
Um mestre da fotografia chamado Henri Cartier-Bresson, disse que o que importa na fotografia é saber alinhar o olho, a mente e o coração. Já o ouvido só servirá para escutar as críticas ou lamúrias sobre aquilo que produzimos e que venha a incomodar aos demais. Quanto ao "alinhamento bressioniano", esse eu ainda não domino de pleno, mas venho me esforçando para dominá-lo desde que comecei a estudar fotografia.
"Fotografei você na minha Rolleiflex..."
Um mestre da fotografia chamado Henri Cartier-Bresson, disse que o que importa na fotografia é saber alinhar o olho, a mente e o coração. Já o ouvido só servirá para escutar as críticas ou lamúrias sobre aquilo que produzimos e que venha a incomodar aos demais. Quanto ao "alinhamento bressioniano", esse eu ainda não domino de pleno, mas venho me esforçando para dominá-lo desde que comecei a estudar fotografia.
"Fotografei você na minha Rolleiflex..."
A fotografia de hoje, da clássica câmera Rolleiflex eternizada em letra e música por Antonio Carlos Jobim, foi feita durante o aprendizado de uma das modalidades fotográficas que gosto bastante, a fotografia de produtos. É bem interessante mesmo e quando feita com cuidado e técnica, o resultado é espetacular. Quando começamos a nos aprofundar na fotografia, percebemos que é um universo bastante técnico. Muitos pensam, inclusive eu pensava, que a fotografia se resume em apenas apontar a câmera, centralizar ao máximo o assunto e apertar um botão. Ledo engano! Há muito mais coisas entre o mundo e o seu olhar do que pode suspeitar sua vã filosofia de almanaque.
Nosso mundo foi moldado também com a ajuda da fotografia. Fotos icônicas foram coadjuvantes em vários momentos históricos desde os anos 1826. Escrever com a luz não é para qualquer um. Desenvolver uma linguagem fotográfica inteligível é algo que demanda muito estudo, muita prática e uma boa dose de sensibilidade.
Gosto bastante de fazer retratos. Gosto porque acredito que cada pessoa é capaz de contar uma história sem dar um pio sequer. O olhar pode contar muito, desde que saibamos esperar pelo momento certo de clicar. E esse momento acontece quando a pessoa a ser fotografada se desliga do mundo ao redor e se entrega para a lente. Reparem que grandes fotógrafos normalmente fazem retratos de forma primorosa.
Paisagens também rendem fotografias de tirar o fôlego. O pai desse tipo de fotografia foi Ansel Adams. Esse homem, hoje já falecido, foi um verdadeiro marco para a fotografia. Ele desenvolveu várias técnicas e conceitos para a fotografia geral que são fundamentais até os dias atuais. Publicou livros que são obrigatórios para qualquer aspirante à fotógrafo, sendo eles os livros "A Câmera", "O Negativo" e "A Cópia". Desenvolveu um sistema de para medir e definir as diversas intensidades de luz contidas numa mesma cena, ou como é chamado de fato, o sistema de fotometria por zonas.
A história da fotografia também prega peças em diversos fotógrafos de maneira contumaz. Há casos em que vários fotógrafos que ficaram famosos após sua morte ou que viveram no ostracismo por muito tempo, mas por conta de um único "tiro certeiro", entraram para a história. Casos curiosos como o de Vivan Maier, que fotografou por muito tempo em sua vida simples de babá, e que revelou e guardou as milhares de fotos que fez de maneira particular. Após sua morte, toda sua obra foi descoberta por um jovem historiador chamado John Maloof, que reconheceu a qualidade de seu trabalho e o tornou público.
Outra história interessante é a do famoso fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado. Ele largou um bom cargo numa multinacional e decidiu virar fotógrafo. Ganhou notoriedade após fotografar o atentado ao ex-presidente norte-americano Ronald Regan em 1981. Seu trabalho vai muito além disso, mas ele teve a oportunidade de registrar um momento único na história do mundo moderno.
A fotografia tem muito mais para contar. Vai muito além dos poucos grandes nomes que aqui citei. Acredito que mesmo com um resumo simplório como esse, eu tenha conseguido mostrar um pouco desse universo fantástico. A fotografia é algo estupendo e interessante. Basta pensarmos que uma câmera fotográfica é um instrumento fenomenal porque é capaz de congelar partículas subatômicas que viajam na velocidade da luz, eternizando um momento que só foi percebido por quem o registrou.
Como já falei, adoro música. Mas ela também é responsável por uma das minhas maiores frustrações. Gostaria de ter sido músico, mas não levo muito jeito pra coisa. Tentei tocar violão, piano e o sonho era tocar saxofone. Até comecei, mas não fui à diante. Cantar então? Nem pensar! Sou muito desafinado. Puxa! Pensando bem agora tudo faz sentido. É que no fundo do peito dos desafinados também bate um coração.

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