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| Foto: Manga |
Natureza soberba, implacável perfeição.
Faz brotar da Terra fruto bonito.
Cacilda! Estava tentando escrever algo sobre a manguinha que adorei cultivar na porta da minha casa. Puts! O barulho é tanto que não consigo pensar. Em paralelo tem a lida familiar que demanda atenção. Não dá, literalmente. Decidi contar a "Estória da Manga".
Na porta de casa tinha uma mangueira. Certo dia abri a porta e lá estava ela, pequerrucha e fagueira olhando pra mim.
Mal tinha deixado de ser flor e já me encantava, mesmo sem eu ter provado seu sabor. Não tinha terceiras intensões com ela, apenas queria registrar sua evolução.
Adorava vê-la pelas manhãs de dias chuvosos, porque cheia de pingos de chuva, ganhava um charme. Fotografei-a por dias a fio. Parecia loucura, mas na verdade eram estudos fotográficos. O problema é que me afeiçoei a ela, afinal éramos íntimos, convivíamos.
Um dia resolvi privá-la da cor. Então seu verde agora era cinza. Seus tons de amarelo puxavam ao branco. As folhagens que a abrigavam puxavam ao preto e contavam com aquele tal bokeh, o desfoque que todo aspirante à fotógrafo adora abusar. Um retrato em 50 milímetros é o que há. Até fruta ganha vida. Vira amiga de gente e passa emoção.
Liguem não, é papo de maluco. Nesse mundo tão cheio de falsa sanidade, só a loucura liberta.

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