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Língua

Foto: Língua de fogo

 Hoje é dia da Língua Portuguesa. Sempre gostei dela. O vernáculo é meu amigo, apesar d'eu maltratá-lo de vez em sempre. Outro dia mesmo, me permiti lidar com ele de forma íntima, publicando publicamente o que penso. Eita pleonasmo. Faz parte do que faço pra vencer o marasmo. É verso? É prosa? É crônica? Narrativa? Nada disso! É teimosia mesmo. Digo e afirmo. É exercício pra mente não enferrujar. Pra alma não chorar. Se escrevo errado, Língua, me perdoe. Saiba que faço isso tentando acertar.

 Como tem força essa Língua, né? Garanto que tem, e muita. Aos poucos a modernidade vem matando a riqueza que ela traz consigo. Ela é rica demais pra viver só de abreviações e frases desconexas de sentido dúbio. Olha eu formalizando o texto novamente. 

 Essa Língua tem tanta força, que os gringos sofrem para aprendê-la. Enquanto isso, qualquer um aprende o inglês com certa facilidade. Um "yes" e dois "thank you" matam muitas questões. O "take" então, mata um monte de palavras de uma vez só. Qualquer dia, escreverão um livro só para o "take" de tanto que ele significa para a língua inglesa. 

 Realmente, nossa Língua é forte. E quem há de negar que esta lhe é superior? Eu? Jamais! Vocês? Não sei...

 Na certeza dessa força, sinto as vezes um medo. Vai que ela me percebe fazendo uso de sua beleza de forma tosca e desajeitada, e então resolve me dar uma sova? Tô lascado! Enquanto  isso não acontece, vou dividindo o que sai da mente com vocês. Vou vendo até onde isso vai (vovó viu a uva... risos).

 Vou vendo o que pode, o que quer esta Língua de mim.

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