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Martin Luther King Jr.

Foto: Avenida

  Gosto de falar sobre tudo, sabendo que sobre certas coisas não entendo nada. Sempre gostei de aprender sobre o que me desperta interesse. Sempre gostei de pensar.

 Engraçado que aprendo melhor ouvindo do que lendo. Talvez por algum déficit de atenção. Vai saber. Por esse motivo, acredito que aprendemos muito conversando com pessoas das mais diversas idades, formações, culturas e classes. A internet é vasta, mas são as pessoas que a 
alimentam de informações. Se todos tivessem consciência disso, talvez se importassem mais em falar uns com os outros pessoalmente. E falo isso porque penso que para a maioria, assim como para mim, que escrevo mal e de forma amadora, parece ser difícil demais expressar sentimentos em palavras. Geralmente um texto escrito por um leigo sempre soará de forma fria, desconexa e as vezes até rude e impessoal.

 Sempre gostei de conversar com pessoas mais velhas. A irmã de meu avô, hoje já falecida sempre me pareceu uma pessoa muito culta e fonte de bastante conhecimento. Gostava bastante de conversar com ela. Outra pessoa com quem sempre gostei de conversar é com a mãe do meu melhor amigo. Ela, apesar de ter dedicado sua vida toda para a família, sempre leu muito. E até hoje, mesmo após várias décadas de vida, se mantém lúcida e sensata.

 Tento passar esse conhecimento pra frente, explicando ao meu rebento que dessa fonte ele deverá beber sempre que for oportuno. Aprender nunca é demais, principalmente numa era em que o conhecimento é tão valioso, que se valem da falta dele como poderosa ferramenta de controle.

 E falando em falta de conhecimento e controle das massas, penso que estamos a beira do caos por conta disso. A ignorância hoje é o catalisador de uma segregação tão ruim quanto a que o pastor que dá nome a avenida da fotografia tanto lutou contra. Bem, poderia tergiversar sobre o assunto, mas não me sinto capaz de tal feito. Mesmo tendo uma noção real sobre o que é sofrer preconceito por ser obeso, não acredito que isso me de base suficiente para falar sobre essa questão de forma apropriada.

 Seria bom se a nova segregação (a de que "pensar" é feio e opcional) também estivesse perto do fim. Pena que não está nem em sonho. Que ao invés dos sinos tocarem em todas as montanhas, tal qual desejou Martin Luther King Jr. em seu célebre discurso em 1963, que hoje todos os alertas dos smartphones bipassem anunciando esse fim. Ele sonhou com isso. Quem sabe hoje em dia alguns sonhem com esse fim, assim como ele sonhou.

 Eu acredito que assim como ele, eu não verei esse dia chegar. Faço o que posso para que minhas futuras gerações conquistem o direito de viver esse sonho ao invés de apenas sonhá-lo. Faço o que posso ensinando-lhes principalmente que pensar não é opcional, é vital.


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