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| Foto: Pombo enciumado |
Quem nunca sentiu ciumes que arranque a primeira pena. Eu mesmo ainda me pego enciumado vez em quando. "Ossos do matrimônio"! Que, por acaso, é um ofício complicado e a cada ano que passa está mais perto de ser classificado como uma "arte perdida". Fico surpreso ao ver pessoas que conheço casando. E não é surpresa de espanto, mas de alegria. Nós, do alto de nossa soberba evolução, estamos cada vez mais aptos a solidão. E não me refiro a estar só, mas a criarmos uma barreira de isolamento virtual entre os milhões que nos cercam e nós mesmos.
Eu ainda me pego pensando no porque escrevo sobre certas coisas. Chego a conclusão de que faço isso por achar que de alguma forma, o que escrevo poderá ser útil.
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Eu ainda me pego pensando no porque escrevo sobre certas coisas. Chego a conclusão de que faço isso por achar que de alguma forma, o que escrevo poderá ser útil.
O mais legal pra mim é ver a força que todos fazem para parecer mais racionais, menos primitivos no que tange às relações humanas. Querer bem, sentir ciúmes, desejar, respeitar e conviver são coisas saudáveis. Acho que não demora muito para tudo isso virar pecado. Enquanto existirem os animais para nos dar o exemplo, ainda haverá esperança. Veja a situação dos pombos da foto. Mesmo "irracionais", demonstram o que podemos chamar ou ao menos associar com sentimentos. Os cães dão grandes exemplos disso. Outros animais também, cada um a sua maneira.
Por outro lado, mesmo com toda a dita "evolução humana", ainda temos alguns que destoam. São aqueles que como Roberto Jefferson, deixam aflorar seus extintos mais primitivos. Neandertais pós modernos, eu diria. A esses, sugiro supositório de banana d'água vaselinado e pré aquecido.
Acho que é melhor seguir o clichê e amar mais os animais a cada "grande exemplo" dos humanos que me cercam.
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Quando te ligarem pra contar lamúrias ou se fazerem de vítimas da situação por nada, lembre do bolero de Vicente Garrido e diga: "Não me contes mais".

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