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O mal passará

Foto: Veleiro

 Quem vive no Rio de Janeiro, mesmo nessa época de caos, pode considerar-se um privilegiado. Onde mais temos cenas tão pitorescas como dessa fotografia que fiz do mirante da Igreja Nossa Senhora de Nazaré  no bairro do Jardim Guanabara? Sei que existem locais realmente belos nesse mundo imenso, mas o Rio é mesmo lindo.  

 Gosto de Sampa demais.  Tudo lá tem. Até carioca lá tem. Logo carioca que  diz não viver sem praia. Mas Sampa é uma cidade diferente do Rio. É uma cidade mais formal, com seu charme cinza, sua diversidade, conquista muita gente. Mas basta andarmos 460 quilômetros pela Dutra e a coisa complica pro lado da Selva de Pedra.

 Porém, o foco desse artigo não é o bairrismo, tampouco competição de beleza. Quero falar mais uma vez de fotografia na minha vida. Desta vez falando sem muita alegria. Quero falar sobre o que ando passando no momento. A fotografia é um hobby e foi principalmente uma nova oportunidade de aprendizado. Dizem que cães velhos não aprendem truques novos. Ledo engano! Para manter a mente saudável é necessário colocá-la  à prova em tempo integral. Mas confesso que ultimamente ando pra baixo com tudo o que está acontecendo. E com isso, estou no meio de uma espécie de "abstinência criativa" na fotografia. Ou seja, provavelmente a cabeça não tá boa, né? 

 Falei hoje mesmo com o Alberto Ellobo ao celular que tô enferrujado para fotografar na rua, pra fotografar pessoas em plena vida cotidiana. Quero voltar a fotografar também as belas paisagens urbanas que temos pela cidade, com a da fotografia acima. Engraçado é que quando começo a olhar tudo o que produzi até o momento, me vem uma lembrança boa dessa dinâmica e também uma vontade de recomeçar.

 Espero conseguir transformar o desejo em realização. Reação seria a melhor palavra, mas tá brabo.

 Sigo escrevendo. Sigo fotografando. Fazendo pouco, menos do que gostaria. Mas pelo menos, fazendo. Como "Os Diagonais" cantaram, o mal passará.

 Vamo que vamo.

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