Pular para o conteúdo principal

Swell

Foto: Tirando onda

  Estamos ao sabor da maré. Onde vamos parar é uma incógnita, ao menos por enquanto. De certo que se nada fizermos, se não remarmos contra ou, ao menos tentarmos fugir da arrebentação, ficaremos presos no jogo das ondas sendo esmagados contra as rochas. 

 O mar está bravio. Ondas bizarras que beiram tsunamis. Ficar com medo é assinar sentença de morte. O relógio da vida permanece contando o tempo de forma impiedosa. Noites parecem eternas. Dias parecem evaporar no calor dos acontecimentos. Um navio bem grande seria uma boa saída pra abrigar aqueles que não sabem nadar. 

 Devemos permanecer frios, focados em chegar à praia de maneira segura, ou quase isso. Não há como abrir brechas para o medo. Mesmo que a distância até a praia seja  tão grande ao ponto de não a avistarmos. Não devemos ter medo das criaturas que de forma sorrateira espreitam abaixo da linha d'água esperando pela melhor oportunidade de atacar. 

  Quem dera agora ter asas. Voar seria uma bela saída. Mas como isso é sonho, resta ficar. Resta nadar. Resta lutar com todas as forças, mesmo  com aquelas que não nos pertence, mas que podemos pegar emprestado num suspiro de incentivo ou de exemplo. Cabe vencer, apenas vencer. Cabe apenas cuidar das feridas. Não lamentar as quedas nem as derrotas é primordial porque traz segurança, confiança. Não dar ouvidos a tudo o que falam é providencial, tem muito boato e muita inveja boiando ao redor. 

 Estar preparado é obrigação. Uma hora o mau tempo passará, mas isso irá demorar bastante. 

 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Apesar de cigano.

Foto: Contrastes  Mesmo cheia de contrastes e mazelas, ainda te amo e n ão sei o que seria de mim sem você, seria triste.  Mesmo de coração partido, resisto, insisto, afinal você existe.  Penso sempre em te deixar, viajar, ir morar em outro lugar. Mas logo desisto porque amo muito tudo isto.  Espero que um dia tudo possa mudar e v ocê possa voltar a ser apenas a "princesinha do mar", sem arrastão, sem tragédia, sem choro na multidão.  E quem sabe também deixe de ser palco pra essa gente vil que adora explorar tua beleza, sem se dar conta que o saldo de tanta maldade e ingratidão é apenas o medo e a tristeza.  Numa canção do Vercillo tem uma estrofe que me emociona e me faz pensar em tudo de bom que tu traz à tona quando te fotografo, quando "penso em ti".   Me emociono sim, mesmo quando dizem que emocionar-se com música e fotografia é coisa piegas,  cafona.   Gente boba que não gosta de expor o que sente e q...