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| Foto: Tirando onda |
Estamos ao sabor da maré. Onde vamos parar é uma incógnita, ao menos por enquanto. De certo que se nada fizermos, se não remarmos contra ou, ao menos tentarmos fugir da arrebentação, ficaremos presos no jogo das ondas sendo esmagados contra as rochas.
O mar está bravio. Ondas bizarras que beiram tsunamis. Ficar com medo é assinar sentença de morte. O relógio da vida permanece contando o tempo de forma impiedosa. Noites parecem eternas. Dias parecem evaporar no calor dos acontecimentos. Um navio bem grande seria uma boa saída pra abrigar aqueles que não sabem nadar.
Devemos permanecer frios, focados em chegar à praia de maneira segura, ou quase isso. Não há como abrir brechas para o medo. Mesmo que a distância até a praia seja tão grande ao ponto de não a avistarmos. Não devemos ter medo das criaturas que de forma sorrateira espreitam abaixo da linha d'água esperando pela melhor oportunidade de atacar.
Quem dera agora ter asas. Voar seria uma bela saída. Mas como isso é sonho, resta ficar. Resta nadar. Resta lutar com todas as forças, mesmo com aquelas que não nos pertence, mas que podemos pegar emprestado num suspiro de incentivo ou de exemplo. Cabe vencer, apenas vencer. Cabe apenas cuidar das feridas. Não lamentar as quedas nem as derrotas é primordial porque traz segurança, confiança. Não dar ouvidos a tudo o que falam é providencial, tem muito boato e muita inveja boiando ao redor.
Estar preparado é obrigação. Uma hora o mau tempo passará, mas isso irá demorar bastante.

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