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| Foto: Mídia impressa |
O que a vinte anos atrás seria uma cena comum, hoje é considerada cena inusitada. Ler um jornal impresso. Ainda mais inusitado, pois para um jovem dessa geração, o smartphone é o segundo cérebro.
Confesso que fiquei surpreso com a cena, tanto que a cliquei. Queria mesmo que o senhor ao fundo estivesse com um celular nas mãos em pleno uso, porque assim o diálogo perfeito estaria registrado, ao menos na minha visão.
Certa vez li que o Sebastião Salgado disse uma frase assim - "Para a Fotografia, tem que saber experimentar o prazer de esperar"; e acredito nisso tem um certo tempo. O curioso disso é que sou um sujeito ansioso por natureza, e fotografar me fez perceber que eu tinha que controlar a ansiedade, ou então nunca iria evoluir na fotografia. Não cheguei nem na base da montanha ainda, porém já entendi que acreditar que podemos escalar ela da noite pro dia é impossível e se tentarmos, o fracasso é iminente.
Outro fato curioso é o que chamo de previsão fotográfica ou fotografia mental. De uns tempos pra cá, tenho passado por locais e paisagens onde ao contemplar, meio que faço a fotografia na minha mente e ela fica martelando até o momento oportuno ou perfeito para que o "tiro" possa ser feito. Fico de prestando a atenção em como a luz se apresenta no local ao longo dos dias em que por lá passo. Tento estudar mentalmente como irei compor a cena de acordo com o que o local apresenta e quais aditivos podem ser inclusos na composição de maneira acidental ou natural no momento do clique. É um baita exercício.
Também quero um dia me sentar num banquinho em algum cruzamento muito movimentado, montar a câmera no tripé e ficar com o disparador nas mãos, só disparando de acordo com o que se acontecer no raio de captura da lente. Deve ser um exercício muito interessante. Quero algum dia montar uma câmera dentro de uma caixa estilizada e parar num ponto turístico como se fosse um "lambe-lambe" das antigas. Sim, isso mesmo! Como os que eu via na praça do Méier, por exemplo. E assim, tentar atrair o maior número de pessoas que queiram ser retratadas em preto e branco. Acho que isso rende um belo estudo.
Depois desse relato todo. Fico pensando também em como seria bacana reunir um pequeno grupo de fotógrafos, que apesar de terem olhares distintos, tenham o mesmo sotaque fotográfico, ou que suas linguagens sejam complementares. Essa idéia surgiu ontem, enquanto escutava o álbum "Clube da Esquina". Quem sabe surjam belos trabalhos dessa parceria, ou ao menos quem sabe ela ocorra de fato. Só o tempo dirá o sucesso dessas empreitadas. O importante é torná-las realidade, mesmo que sem pressa ou ansiedade, afinal essa parece ser a premissa básica da Fotografia, que além de ser conhecida como "escrita com a luz", parece ter o pseudônimo de "a arte da espera".
Sigo esperando, estudando, fotografando.
Confesso que fiquei surpreso com a cena, tanto que a cliquei. Queria mesmo que o senhor ao fundo estivesse com um celular nas mãos em pleno uso, porque assim o diálogo perfeito estaria registrado, ao menos na minha visão.
Certa vez li que o Sebastião Salgado disse uma frase assim - "Para a Fotografia, tem que saber experimentar o prazer de esperar"; e acredito nisso tem um certo tempo. O curioso disso é que sou um sujeito ansioso por natureza, e fotografar me fez perceber que eu tinha que controlar a ansiedade, ou então nunca iria evoluir na fotografia. Não cheguei nem na base da montanha ainda, porém já entendi que acreditar que podemos escalar ela da noite pro dia é impossível e se tentarmos, o fracasso é iminente.
Outro fato curioso é o que chamo de previsão fotográfica ou fotografia mental. De uns tempos pra cá, tenho passado por locais e paisagens onde ao contemplar, meio que faço a fotografia na minha mente e ela fica martelando até o momento oportuno ou perfeito para que o "tiro" possa ser feito. Fico de prestando a atenção em como a luz se apresenta no local ao longo dos dias em que por lá passo. Tento estudar mentalmente como irei compor a cena de acordo com o que o local apresenta e quais aditivos podem ser inclusos na composição de maneira acidental ou natural no momento do clique. É um baita exercício.
Também quero um dia me sentar num banquinho em algum cruzamento muito movimentado, montar a câmera no tripé e ficar com o disparador nas mãos, só disparando de acordo com o que se acontecer no raio de captura da lente. Deve ser um exercício muito interessante. Quero algum dia montar uma câmera dentro de uma caixa estilizada e parar num ponto turístico como se fosse um "lambe-lambe" das antigas. Sim, isso mesmo! Como os que eu via na praça do Méier, por exemplo. E assim, tentar atrair o maior número de pessoas que queiram ser retratadas em preto e branco. Acho que isso rende um belo estudo.
Depois desse relato todo. Fico pensando também em como seria bacana reunir um pequeno grupo de fotógrafos, que apesar de terem olhares distintos, tenham o mesmo sotaque fotográfico, ou que suas linguagens sejam complementares. Essa idéia surgiu ontem, enquanto escutava o álbum "Clube da Esquina". Quem sabe surjam belos trabalhos dessa parceria, ou ao menos quem sabe ela ocorra de fato. Só o tempo dirá o sucesso dessas empreitadas. O importante é torná-las realidade, mesmo que sem pressa ou ansiedade, afinal essa parece ser a premissa básica da Fotografia, que além de ser conhecida como "escrita com a luz", parece ter o pseudônimo de "a arte da espera".
Sigo esperando, estudando, fotografando.

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