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| Foto: Boi do Ceará com Lua falsa |
Hoje parei pra ouvir música como a muito não fazia. Mesmo com o som do burburinho da torcida do flamengo ao fundo, desde que meu "vilarejo" tornou-se o Vale da Carniça, vez ou outra esse fundo de ruído rubro-negro me acompanha. Não me chateia, não incomoda, ainda. Achava ruim. Continuo não gostando muito, mas hoje já aceito melhor.
Como minha paciência mudou com relação ao impacto do futebol em minha vizinhança, meu gosto musical veio sendo burilado ao longo dos anos. Não que minha visão inebriada pelo furor do pop dos anos 80 tenha acordado em sobriedade, longe disso! Mas o gosto pela boa música, bons arranjos, harmônia e tudo de bom que a música tem pra oferecer foi devidamente alterado.
Vez em quando me lembro de que o disco "Cinema Transcendental" do Caetano é realmente um baita obra prima. Se alguém precisa entender o que é refinamento nos arranjos e mixagem, precisa ouvir este álbum com carinho pra saber. Além de só ter faixas que considero "tijoladas na moleira", é de uma riqueza musical indiscutível.
Temos que reverenciar esse cara.
Como minha paciência mudou com relação ao impacto do futebol em minha vizinhança, meu gosto musical veio sendo burilado ao longo dos anos. Não que minha visão inebriada pelo furor do pop dos anos 80 tenha acordado em sobriedade, longe disso! Mas o gosto pela boa música, bons arranjos, harmônia e tudo de bom que a música tem pra oferecer foi devidamente alterado.
Vez em quando me lembro de que o disco "Cinema Transcendental" do Caetano é realmente um baita obra prima. Se alguém precisa entender o que é refinamento nos arranjos e mixagem, precisa ouvir este álbum com carinho pra saber. Além de só ter faixas que considero "tijoladas na moleira", é de uma riqueza musical indiscutível.
Temos que reverenciar esse cara.
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Ainda falando de Caê. Todas as vezes que paro pra ouvir MPB, quase sempre revisito uma faixa do Benjor interpretada por ele do disco no disco "Prenda Minha", onde ele gravou ao vivo no Metropolitan. É a faixa "Jorge de Capadócia". Lembro dela porque as vezes que pude visitar um amigo engenheiro acústico de Teresópolis, que por acaso tem um som fora do normal, ele sempre colocou essa faixa pra tocar. É algo surreal e inesquecível. Afirmo isso porque assim que começa a tocar, parece que sou teleportado no tempo/espaço para o Metropolitan em 1998, naquele sweet spot ouvindo Caê cantando maravilhosamente e acompanhado de um arranjo soberbo. Coisa de louco! Sei que nem todo mundo curte som de alta fidelidade, mas seria legal que todos pudessem ao menos uma vez na vida ouvir algo assim. Baita experiência!

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