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| Foto: Ora bolas? |
Para quem acompanha o "Noves fora", sabe que se ele existe, é graças aos incentivos do amigo Alberto Ellobo, do blog "Lubi Di Goro". Hoje ele me mandou uma pérola de texto por lá. Muito legal mesmo, vale a leitura do texto "Conflito moral".
Diante dessas situações inusitadas que todo ser humano passa, e que ele relatou por lá, lembrei de algumas que contarei por aqui. Espero que todos gostem!
Estava estacionando com minha esposa num mercadinho próximo de casa para comprar um Mate. Bebida que todos em casa gostam e consomem em profusão. A patroa desceu da viatura e eu não me fiz de rogado em permanecer sentado, já que como adepto das filosofias do "Chavo del Ocho" e aprendiz sênior do ilustre carteiro Jaime, estou sempre disposto a evitar a fadiga.
Foi então que olhei para o lado, mais precisamente para o meio da rua, e vi um aparelho de celular espatifado, completamente desmontado e agonizando no asfalto quente. A bendita curiosidade, aquela que matou o gato sabe? Me fez sair do repouso e ir ao socorro daquele pobre aparelho celular. Confesso que bateu uma certa decepção, pois ele era um modelo bem mequetrefe, mas, como toda boa alma eletrônica, a dele também merecia ser salva.
Remontei a bagaça. Coloquei em suas entranhas a sua bateria e encaixei a tampa traseira. diferente do meu amigo Alberto Ellobo, não pestanejei em ligar o aparelho. Pensei ainda, mas e se tiver "nudes"? O diabinho particular já dava pulos de alegria no meu ombro esquerdo, enquanto o anjo da guarda já dava "rancões" na minha orelha direita fazendo gestos de repúdio e negação. Santa curiosidade!
Então, fez-se a luz e a tela do bicho acendeu. Pro meu espanto, mesmo estando estilhaçada, sua tela ainda respondia aos comandos de toque. No papel de parede havia uma menina com uma mulher, ambas desconhecidas para mim. Não me fiz de rogado. Deixei de lado o espirito brando e sereno e parti logo para a galeria de imagens. Bem, nada demais por lá! Não fiquei decepcionado, pelo contrário. Fiquei bem feliz, porque numa das poucas fotos que lá estavam, vi um rosto conhecido. O rosto era de um sujeito chamado André, de apelido Guzula. Sujeito que conheço faz pouco tempo, só uns 30 anos... De certo que a esta altura, o diabinho já chorava copiosamente debruçado sobre meu ombro esquerdo, enquanto do lado direito, eu já ouvia o canto harmônico dos anjos dizendo "amém"! Enfim, de toda essa maluquice movida pela bendita curiosidade, eu pude fazer a boa ação daquele dia.
Esperei a patroa adentrar à viatura. Em seguida, parti para um logradouro bem próximo dali, onde reside André Guzula, e onde fica sua oficina de motocicletas. Pois bem, ao parar a viatura na porta da oficina, percebo André com semblante triste, de gestos firmes e já meio que na irritação, ao responder ao meu "bom dia" com uma frase não muito amistosa, eis que lhe pergunto se o motivo de seu mau humor era por conta dele deixar seus pertences largados pela rua. Mostrei-lhe o celular em fragalhos já pensando que ele ficaria mais irritado ainda. E para minha surpresa, ele abriu um baita sorriso e me disse que eu salvara o dia.
Puts! Fiquei feliz da vida mesmo. Vi que naquele momento, havia feito a diferença para alguém. Melhor ainda que isso, era o fato desse alguém ser um amigo.
Moral da história. Seja prudente ao explorar algo desconhecido, pois podem haver mais coincidências do que se possa imaginar.
Diante dessas situações inusitadas que todo ser humano passa, e que ele relatou por lá, lembrei de algumas que contarei por aqui. Espero que todos gostem!
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"Casos do acaso"
Estava estacionando com minha esposa num mercadinho próximo de casa para comprar um Mate. Bebida que todos em casa gostam e consomem em profusão. A patroa desceu da viatura e eu não me fiz de rogado em permanecer sentado, já que como adepto das filosofias do "Chavo del Ocho" e aprendiz sênior do ilustre carteiro Jaime, estou sempre disposto a evitar a fadiga.
Foi então que olhei para o lado, mais precisamente para o meio da rua, e vi um aparelho de celular espatifado, completamente desmontado e agonizando no asfalto quente. A bendita curiosidade, aquela que matou o gato sabe? Me fez sair do repouso e ir ao socorro daquele pobre aparelho celular. Confesso que bateu uma certa decepção, pois ele era um modelo bem mequetrefe, mas, como toda boa alma eletrônica, a dele também merecia ser salva.
Remontei a bagaça. Coloquei em suas entranhas a sua bateria e encaixei a tampa traseira. diferente do meu amigo Alberto Ellobo, não pestanejei em ligar o aparelho. Pensei ainda, mas e se tiver "nudes"? O diabinho particular já dava pulos de alegria no meu ombro esquerdo, enquanto o anjo da guarda já dava "rancões" na minha orelha direita fazendo gestos de repúdio e negação. Santa curiosidade!
Então, fez-se a luz e a tela do bicho acendeu. Pro meu espanto, mesmo estando estilhaçada, sua tela ainda respondia aos comandos de toque. No papel de parede havia uma menina com uma mulher, ambas desconhecidas para mim. Não me fiz de rogado. Deixei de lado o espirito brando e sereno e parti logo para a galeria de imagens. Bem, nada demais por lá! Não fiquei decepcionado, pelo contrário. Fiquei bem feliz, porque numa das poucas fotos que lá estavam, vi um rosto conhecido. O rosto era de um sujeito chamado André, de apelido Guzula. Sujeito que conheço faz pouco tempo, só uns 30 anos... De certo que a esta altura, o diabinho já chorava copiosamente debruçado sobre meu ombro esquerdo, enquanto do lado direito, eu já ouvia o canto harmônico dos anjos dizendo "amém"! Enfim, de toda essa maluquice movida pela bendita curiosidade, eu pude fazer a boa ação daquele dia.
Esperei a patroa adentrar à viatura. Em seguida, parti para um logradouro bem próximo dali, onde reside André Guzula, e onde fica sua oficina de motocicletas. Pois bem, ao parar a viatura na porta da oficina, percebo André com semblante triste, de gestos firmes e já meio que na irritação, ao responder ao meu "bom dia" com uma frase não muito amistosa, eis que lhe pergunto se o motivo de seu mau humor era por conta dele deixar seus pertences largados pela rua. Mostrei-lhe o celular em fragalhos já pensando que ele ficaria mais irritado ainda. E para minha surpresa, ele abriu um baita sorriso e me disse que eu salvara o dia.
Puts! Fiquei feliz da vida mesmo. Vi que naquele momento, havia feito a diferença para alguém. Melhor ainda que isso, era o fato desse alguém ser um amigo.
Moral da história. Seja prudente ao explorar algo desconhecido, pois podem haver mais coincidências do que se possa imaginar.

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