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Tretas digitais em redes sociais... o mico do milênio.

Foto: just another day at office

 É inegável que as redes sociais se tornaram parte do cotidiano de muitas pessoas pelo globo. A quantidade pessoas ligadas nas redes sociais, ao qual também me incluo, é imensa. Muitos parecem escravos digitais desse modismo da era moderna. Até quando essa situação perdurará eu não sei, mas não vejo um lúmen sequer oriundo de um possível fim desse túnel.

 O pior não é essa escravidão digital. O escroto ou chato é ver pessoas cometendo o mesmo equívoco diário sem se darem conta do quão incoerentes e bestas elas estão sendo. Ora, se você monta um palanque na praça da sé e começa a contar tua vida em público, tem que estar preparado para receber as mais diversas manifestações em forma de resposta. Vivemos em sociedade, extremamente preconceituosa por sinal. Inclusive aqueles que se dizem liberais ou despidos de preconceitos, são na verdade os mais preconceituosos que já vi por aí. 

 Que maluquice não é mesmo? Postam de forma pública, para amigos que nunca viram pessoalmente, seus mais íntimos pensamentos. Quando alguém responde, seja de forma positiva ou negativa, a reação é de raiva, ódio, repulsa, discordância. Eita gente louca. Terapia faz bem, viu! Um amigo meu me falou uma frase que jamais esqueci (né Marcão) e que diz assim: "Há coisas que não devemos dizer nem diante do espelho". Imagine em público, ou pior, numa rede social onde está nitidamente caracterizado o escopo de vigiar a vida alheia? Ora porra, façam-me o favor...

 Na área da fotografia é a mesma coisa. Vez ou outra aparece alguém falando sobre tal câmera, tal lente, tal técnica. Basta alguém expor sua opinião pessoal sobre o assunto em forma de questionamento ou resposta direta para vermos quem postou tomar tal resposta como afronta, embate, debate ou discussão. É outra babaquice sem tamanho. Se eu posto meu amor profundo por comer coxinha de galinha, tenho que estar preparado para me chamarem de burguês, glutão, gordo, preconceituoso, amigo do Aécio, petralha e o cacete a quatro. Me cabe filtrar ao máximo o lixo, responder aquilo que julgar pertinente e principalmente, não tentar enxergar algo que não existe e entrar num embate apenas para alimentar meu ego.

 Tá certo que a tal "patrulha do politicamente correto" é outra foda mal dada. Chatos ao extremo e cheios de razão, adoram patrulhar o que os demais dizem. O mais legal é ler o mimimi deles quando tomam um "foda-se" pelo meio da tela. Pra não perder a viagem, "auto-coito" para essa turma!

 Dito tudo isso, afirmo que o blog também eé libertador. Não posso renegar tal situação, nem me incomodar com o retorno dos leitores nesse blog. Até porque um blog é, na minha opinião, um relato diário e público do meu cotidiano. Se faço dele uma janela para parte da minha vida, não posso me importar com quem por ela olhará.

 Quem não gostar, paciência!

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