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| Foto: Homem invisível |
Respondendo a pergunta do título afirmo que ainda não. E é fato que ainda não somos um povo escroto de todo. Porém também é fato de que nos grandes centros boa parte da população parece estar se esforçando pra ser escrota. Tanto é que hoje li um artigo falando sobre um texto de um norte-americano que "viralizou" após ter deixado o Brasil. Parece que ele é ou era casado com uma brasileira e por aqui morou durante um período. Em seu desabafo, ele reclama, digamos assim, do óbvio. O detalhe que qualquer individuo lúcido constata após alguns minutos de raciocínio é que o tal "óbvio", que para nós vem tornando-se costume paulatinamente, para quem vem de fora com uma cultura muito diferente por assim dizer, acaba estranhando, e muito. Com o passar dos anos, nossos costumes foram moldando-se a esse "óbvio" de forma gradual, assim como aquela máxima que diz que para matarmos uma galinha cozida sem que ela perceba, basta aumentarmos a temperatura da água da panela de forma gradual que em um certo tempo ela se acostumará com o cozimento até morrer sem se dar conta disso. O estrangeiro, que não estava na panela desde a água fria, tomou aquele choque térmico e pulou feito doido ao ser jogado nesse caldeirão fervente de egos e falcatruas rotineiras que é o Brasil dos dias atuais.
Tudo o que ele falou é a mais pura realidade para quem vive nas grandes cidades. Não há nada que esteja descrito que esteja distorcido. Apenas temos que ressaltar que por ele ter tomado o tal choque, como é natural de qualquer ser humano, tendeu a exagerar ou, melhor dizendo, a generalizar. Porque de fato, ainda existem muitas pessoas com boa conduta circulando em nossas cidades. No caso, são aquelas pessoas que ainda dão bom dia para um estranho, que dão passagem no trânsito para quem indica uma conversão, que param para os pedestres atravessarem em situações onde não hajam semáforos ou faixas de pedestres, pessoas que não discriminam os demais por credo, etnia, estética corporal, classe social e etc.
Porém, e sempre há um porém, essas pessoas estão cansando disso, creio eu. Penso que estejam cansadas porque a quantidade de escrotos transitando por aí está chegando em níveis alarmantes. Como o "gringo" falou, no trânsito a quantidade de fechadas, de barbeiragens e agressividade nunca esteve tão alta. Basta lembrar da última reportagem que uma criança foi morta porque um sujeito bateu na traseira do carro da frente por este ter parado num sinal prestes a fechar. Selvageria pura oriunda de alguém que estava errado desde o começo, ou seja, um verdadeiro criminoso à solta por ter certeza de que no nosso país a impunidade ainda impera.
Na parte da estética, a quantidade de pessoas cultuando o corpo e a competição nesse mesmo aspecto também nunca foi tão acirrada como agora. Todos e todas querem estar em dia pro verão e adoram tirar selfies desnudas com "sunga branca" (risos mil!!!) ou com calça do tipo suplex empinando o "derrière" pra chamar a atenção para como estão atraentes. Isso é sim um baita convite para cantadas ou piadas de ambos os lados, é claro. Quem diz que não há segundas intenções nesse tipo de exposição está sendo hipócrita. Haverão aqueles que dirão que sou besta, recalcado ou invejoso por estar falando isso. O principal argumento dessa trupe é afirmar que gostam de estarem bem consigo mesmo. Ora? Estar bem consigo não gera a necessidade de mostrar para o mundo tal situação. Que me perdoem os sarados, mas isso é uma baita necessidade de estarem bem para os outros, não para si. Talvez seja um tipo de complexo de inferioridade ou uma necessidade extrema de aceitação perante a sociedade. Enquanto que para muitos, é pura lubricidade mesmo, ou no popular, gostam mesmo da putaria rolando solta.
Já na parte da corrupção da classe política e da iniciativa privada, bem, essa parte será comentada de forma sucinta, já que está claro que a corrupção sempre existiu no mundo desde a escalada do homem como "sapiens". Só o lucro liberta, principalmente quando o prejuízo é pago por outrem. Dito isso, o norte-americano se espantou com a corrupção e a total inexistência de retorno social dos impostos que pagamos. Nisso devo fazer um parênteses aos politizados funcionais de plantão. Se retornam o dinheiro dos impostos de alguma forma para ajudar os que estão na linha da pobreza ou abaixo dela devido a décadas de uma distribuição de renda perniciosa, então é populismo. Se não retornam porra nenhuma e direcionam tudo para suas falcatruas e roubalheiras, então é o normal e ninguém reclama de fato, ou quando reclama é socialista, comunista e que gosta de mamar nas tetas do governo. Vai entender... Se eu permanecesse sem o devido retorno do governo, mas também não tivesse que pagar quase seis meses de renda em impostos, acreditem, até eu estaria cagando paras o tal retorno governamental. A foda é que pagamos mais de 2 trilhões em impostos de forma compulsória e ainda temos que aturar muitos babacas achando que estamos querendo moleza do governo. Vão pro caralho! Moleza tem esse governo, que mama trilhões às nossas custas sem o menor comprometimento com quem banca essa mamata. Bastam ver as últimas ações desse governo canalha, que libera bilhões em verbas para os parlamentares em troca de um bloqueio de processo contra o presidente corrupto e em seguida aumenta o imposto sobre os combustíveis e ainda botam o canalha mor pra dizer que o povo vai entender o aumento. Eles e quem "entender" isso que vá dar meia hora de ânus com relógio quebrado no pulso. O governo nos enxerga como inimigos e como um mal necessário. E como bem professou Maquiavel; "aos amigos os favores, aos inimigos a Lei".
Voltando ao desabafo do norte-americano, as únicas partes que não concordo muito são a da comida repetitiva e o baixo lucro dos empresários. Quanto a comida, acredito que quem cozinhava para ele não tinha muita criatividade ou não gostava de cozinhar. Isso porque a culinária brasileira é vasta, rica em sabores, aromas e temperos. Tem para todos os gostos com uma diversidade tremenda de norte a sul do país. Um sujeito que vive na terra do FastFood jamais poderia reclamar da culinária nacional, haja visto que mais repetitivo que cardápio de fastfood é impossível. Reparem que mudam apenas os nomes, mas a base é quase toda de hambúrguer com fritas. Tá certo que na terra do Tio Sam tem trocentas redes de fastfood, cada uma com uma variedade monstruosa de opções, mas dependendo da cidade em que estamos, há realmente uma variedade gastronômica imensa. Porém, pouca coisa é nativa de fato. Quase sempre a tal diversidade é oriunda da gastronomia estrangeira. Nativo, parece ser apenas fastfood mesmo. Como não sou norte-americano nem nunca vivi por lá, não posso afirmar nada sobre a culinária nativa. Quem sabe o peru de ação de graças? (risos).
Quanto ao lucro pequeno das empresas, ele terá razão se estiver falando de micro e pequenos empresários. Nesse seguimento, realmente as margens são pequeninas. Tem muito assalariado iludido de que ganha pouco trabalhando de carteira assinada e acha que qualquer pequeno empresário está ganhando dinheiro a rodo. Isso realmente é um erro clássico na nossa sociedade. Muitos micro e pequenos empresários ganham tanto quanto um assalariado, mas não tem férias, décimo terceiro, trabalham fora da jornada semanal de 44 horas previstas. O ganho real está no empreendedorismo de cada um desses micro e pequenos empresários. Quando associam boas ideias com muito trabalho, quase sempre obtém sucesso. Já o assalariado, se ficar estagnado e não se capacitar ou especializar em algum seguimento que o faça crescer, então permanecerá ganhando o mesmo quinhão de sempre. A frustração é certa. Mas quando voltamos os olhos para os médios, grandes e mega empresários, aí meus nobres a coisa é bem diferente. Para essas empresas, só o lucro liberta de fato. Quando uma empresa desse porte não dá lucro, é rapidamente abandonada e seu dono ou o grupo que a administra trata de investir em outro negócio. Quando o lucro é baixo devido a concorrência ou outro fator mercadológico, tratam de esmagar o concorrente a qualquer custo, a diminuir a quantidade do produto oferecido mas mantendo ou aumentando o valor de varejo e por aí vai. Para esses grupos, quem tem que pagar a conta é o consumidor, já que o governo não irá ceder nunca. A não ser que haja uma bela propina em questão. Vide os casos amplamente comprovados atualmente. A corrupção parte sempre de alguma empresa querendo dominar um seguimento. Compram tudo e todos e institucionalizam a corrupção. Políticos igualmente corruptos fazem valer o poder que tem, e exploram a oportunidade, mas no final, quem lucra muito mesmo são as empresas. Basta aplicar a famosa "matemática boba" e contabilizar que pagam 50 milhões em propina para aprovar um projeto de lei ou uma emenda que os beneficiará em bilhões. Lucrar assim? Nem se for nas roletas de Las Vegas.
Realmente não preciso de um gringo insatisfeito para me mostrar o que vivo diariamente. Não preciso de lição de moral alheia que parte de alguém que nem tem moral para isso. Aos que usam antolhos, digo que também não precisei escutar o Edward Snowden na internet para acreditar que existem conspirações que envolvem os interesses norte-americanos com o resto do mundo. Não preciso assistir novamente o documentário "Beyond Citizen Kane" para saber que a mídia, em especial a Globo é a maior fábrica de mentiras do nosso país, talvez do mundo. Tanto que manipulam pessoas de ambos os lados simultaneamente, já que hoje, mais que nunca, somos realmente uma população polarizada de forma muita clara e definida. Não preciso ver a violência num telejornal ou num aplicativo novo como o tal "OTT- Onde Tem Tiroteio" para saber que vivemos uma guerra urbana há décadas. Hoje, estamos "cientes" disso pela massificação da mídia em todas as esferas ou nichos em que ela atua. Quem vive próximo a uma comunidade onde o governo abriu mão do controle para o tráfico, sabe e já sentiu na pele o calor dessa guerrilha.
De alguma forma, nós humanos precisamos de controle. O difícil é aturar o tipo de controle que escolheram para usar conosco, ou melhor dizendo, o tipo de controle que permitimos usarem contra nós. Por isso, as vezes penso que ser invisível acaba sendo uma vantagem. Viver uma realidade paralela deve ser muito difícil, mas deve ter seus benefícios. Não posso ser leviano afirmando isso, mas diante de toda essa merda que vivemos, me permito devanear sobre esse aspecto para tentar achar um conforto ao olhar para os que assim vivem; os invisíveis.
Esse senhor da foto estava ao lado de um restaurante pedindo as latinhas que estavam sobre a mesa, porém ninguém olhou para ele. Não quero dizer que ele é um pobre coitado, até porque eu não sei da história dele nem de tudo o que ele viveu para estar naquela condição. Mas mesmo assim, eu não consigo estar indiferente a ele ou a qualquer outro indivíduo que esteja em igual situação, tampouco consigo estar indiferente a qualquer indivíduo ao meu redor, seja miserável ou miliardário. Tanto que não consegui ficar indiferente ao relato de um estrangeiro e aqui estou falando sobre isso, interagindo de alguma forma com a situação.
Todos nós temos diversas histórias para contar. Acredito que elas devam ser divididas com os demais. Não em sua totalidade, pois é importante termos privacidade (Ah, esse será o assunto do meu próximo texto aqui no blog), pois aprendi com um amigo que existem coisas que não devemos dizer nem diante do espelho. Mas as experiências de vida que podem trazer referências para os demais devem ser partilhadas.
Espero que o norte-americano mude seu conceito sobre nós e sobre nosso país. Se não mudar, paciência, pois ele não está errado, muito pelo contrário. A esperança ao qual me refiro é que venhamos a evoluir positivamente como pessoas e num futuro não muito distante a visão dele, e a minha também, possa mudar pra melhor.
Utopia, talvez. Quem sabe? Torço para não ser.
Tudo o que ele falou é a mais pura realidade para quem vive nas grandes cidades. Não há nada que esteja descrito que esteja distorcido. Apenas temos que ressaltar que por ele ter tomado o tal choque, como é natural de qualquer ser humano, tendeu a exagerar ou, melhor dizendo, a generalizar. Porque de fato, ainda existem muitas pessoas com boa conduta circulando em nossas cidades. No caso, são aquelas pessoas que ainda dão bom dia para um estranho, que dão passagem no trânsito para quem indica uma conversão, que param para os pedestres atravessarem em situações onde não hajam semáforos ou faixas de pedestres, pessoas que não discriminam os demais por credo, etnia, estética corporal, classe social e etc.
Porém, e sempre há um porém, essas pessoas estão cansando disso, creio eu. Penso que estejam cansadas porque a quantidade de escrotos transitando por aí está chegando em níveis alarmantes. Como o "gringo" falou, no trânsito a quantidade de fechadas, de barbeiragens e agressividade nunca esteve tão alta. Basta lembrar da última reportagem que uma criança foi morta porque um sujeito bateu na traseira do carro da frente por este ter parado num sinal prestes a fechar. Selvageria pura oriunda de alguém que estava errado desde o começo, ou seja, um verdadeiro criminoso à solta por ter certeza de que no nosso país a impunidade ainda impera.
Na parte da estética, a quantidade de pessoas cultuando o corpo e a competição nesse mesmo aspecto também nunca foi tão acirrada como agora. Todos e todas querem estar em dia pro verão e adoram tirar selfies desnudas com "sunga branca" (risos mil!!!) ou com calça do tipo suplex empinando o "derrière" pra chamar a atenção para como estão atraentes. Isso é sim um baita convite para cantadas ou piadas de ambos os lados, é claro. Quem diz que não há segundas intenções nesse tipo de exposição está sendo hipócrita. Haverão aqueles que dirão que sou besta, recalcado ou invejoso por estar falando isso. O principal argumento dessa trupe é afirmar que gostam de estarem bem consigo mesmo. Ora? Estar bem consigo não gera a necessidade de mostrar para o mundo tal situação. Que me perdoem os sarados, mas isso é uma baita necessidade de estarem bem para os outros, não para si. Talvez seja um tipo de complexo de inferioridade ou uma necessidade extrema de aceitação perante a sociedade. Enquanto que para muitos, é pura lubricidade mesmo, ou no popular, gostam mesmo da putaria rolando solta.
Já na parte da corrupção da classe política e da iniciativa privada, bem, essa parte será comentada de forma sucinta, já que está claro que a corrupção sempre existiu no mundo desde a escalada do homem como "sapiens". Só o lucro liberta, principalmente quando o prejuízo é pago por outrem. Dito isso, o norte-americano se espantou com a corrupção e a total inexistência de retorno social dos impostos que pagamos. Nisso devo fazer um parênteses aos politizados funcionais de plantão. Se retornam o dinheiro dos impostos de alguma forma para ajudar os que estão na linha da pobreza ou abaixo dela devido a décadas de uma distribuição de renda perniciosa, então é populismo. Se não retornam porra nenhuma e direcionam tudo para suas falcatruas e roubalheiras, então é o normal e ninguém reclama de fato, ou quando reclama é socialista, comunista e que gosta de mamar nas tetas do governo. Vai entender... Se eu permanecesse sem o devido retorno do governo, mas também não tivesse que pagar quase seis meses de renda em impostos, acreditem, até eu estaria cagando paras o tal retorno governamental. A foda é que pagamos mais de 2 trilhões em impostos de forma compulsória e ainda temos que aturar muitos babacas achando que estamos querendo moleza do governo. Vão pro caralho! Moleza tem esse governo, que mama trilhões às nossas custas sem o menor comprometimento com quem banca essa mamata. Bastam ver as últimas ações desse governo canalha, que libera bilhões em verbas para os parlamentares em troca de um bloqueio de processo contra o presidente corrupto e em seguida aumenta o imposto sobre os combustíveis e ainda botam o canalha mor pra dizer que o povo vai entender o aumento. Eles e quem "entender" isso que vá dar meia hora de ânus com relógio quebrado no pulso. O governo nos enxerga como inimigos e como um mal necessário. E como bem professou Maquiavel; "aos amigos os favores, aos inimigos a Lei".
Voltando ao desabafo do norte-americano, as únicas partes que não concordo muito são a da comida repetitiva e o baixo lucro dos empresários. Quanto a comida, acredito que quem cozinhava para ele não tinha muita criatividade ou não gostava de cozinhar. Isso porque a culinária brasileira é vasta, rica em sabores, aromas e temperos. Tem para todos os gostos com uma diversidade tremenda de norte a sul do país. Um sujeito que vive na terra do FastFood jamais poderia reclamar da culinária nacional, haja visto que mais repetitivo que cardápio de fastfood é impossível. Reparem que mudam apenas os nomes, mas a base é quase toda de hambúrguer com fritas. Tá certo que na terra do Tio Sam tem trocentas redes de fastfood, cada uma com uma variedade monstruosa de opções, mas dependendo da cidade em que estamos, há realmente uma variedade gastronômica imensa. Porém, pouca coisa é nativa de fato. Quase sempre a tal diversidade é oriunda da gastronomia estrangeira. Nativo, parece ser apenas fastfood mesmo. Como não sou norte-americano nem nunca vivi por lá, não posso afirmar nada sobre a culinária nativa. Quem sabe o peru de ação de graças? (risos).
Quanto ao lucro pequeno das empresas, ele terá razão se estiver falando de micro e pequenos empresários. Nesse seguimento, realmente as margens são pequeninas. Tem muito assalariado iludido de que ganha pouco trabalhando de carteira assinada e acha que qualquer pequeno empresário está ganhando dinheiro a rodo. Isso realmente é um erro clássico na nossa sociedade. Muitos micro e pequenos empresários ganham tanto quanto um assalariado, mas não tem férias, décimo terceiro, trabalham fora da jornada semanal de 44 horas previstas. O ganho real está no empreendedorismo de cada um desses micro e pequenos empresários. Quando associam boas ideias com muito trabalho, quase sempre obtém sucesso. Já o assalariado, se ficar estagnado e não se capacitar ou especializar em algum seguimento que o faça crescer, então permanecerá ganhando o mesmo quinhão de sempre. A frustração é certa. Mas quando voltamos os olhos para os médios, grandes e mega empresários, aí meus nobres a coisa é bem diferente. Para essas empresas, só o lucro liberta de fato. Quando uma empresa desse porte não dá lucro, é rapidamente abandonada e seu dono ou o grupo que a administra trata de investir em outro negócio. Quando o lucro é baixo devido a concorrência ou outro fator mercadológico, tratam de esmagar o concorrente a qualquer custo, a diminuir a quantidade do produto oferecido mas mantendo ou aumentando o valor de varejo e por aí vai. Para esses grupos, quem tem que pagar a conta é o consumidor, já que o governo não irá ceder nunca. A não ser que haja uma bela propina em questão. Vide os casos amplamente comprovados atualmente. A corrupção parte sempre de alguma empresa querendo dominar um seguimento. Compram tudo e todos e institucionalizam a corrupção. Políticos igualmente corruptos fazem valer o poder que tem, e exploram a oportunidade, mas no final, quem lucra muito mesmo são as empresas. Basta aplicar a famosa "matemática boba" e contabilizar que pagam 50 milhões em propina para aprovar um projeto de lei ou uma emenda que os beneficiará em bilhões. Lucrar assim? Nem se for nas roletas de Las Vegas.
Realmente não preciso de um gringo insatisfeito para me mostrar o que vivo diariamente. Não preciso de lição de moral alheia que parte de alguém que nem tem moral para isso. Aos que usam antolhos, digo que também não precisei escutar o Edward Snowden na internet para acreditar que existem conspirações que envolvem os interesses norte-americanos com o resto do mundo. Não preciso assistir novamente o documentário "Beyond Citizen Kane" para saber que a mídia, em especial a Globo é a maior fábrica de mentiras do nosso país, talvez do mundo. Tanto que manipulam pessoas de ambos os lados simultaneamente, já que hoje, mais que nunca, somos realmente uma população polarizada de forma muita clara e definida. Não preciso ver a violência num telejornal ou num aplicativo novo como o tal "OTT- Onde Tem Tiroteio" para saber que vivemos uma guerra urbana há décadas. Hoje, estamos "cientes" disso pela massificação da mídia em todas as esferas ou nichos em que ela atua. Quem vive próximo a uma comunidade onde o governo abriu mão do controle para o tráfico, sabe e já sentiu na pele o calor dessa guerrilha.
De alguma forma, nós humanos precisamos de controle. O difícil é aturar o tipo de controle que escolheram para usar conosco, ou melhor dizendo, o tipo de controle que permitimos usarem contra nós. Por isso, as vezes penso que ser invisível acaba sendo uma vantagem. Viver uma realidade paralela deve ser muito difícil, mas deve ter seus benefícios. Não posso ser leviano afirmando isso, mas diante de toda essa merda que vivemos, me permito devanear sobre esse aspecto para tentar achar um conforto ao olhar para os que assim vivem; os invisíveis.
Esse senhor da foto estava ao lado de um restaurante pedindo as latinhas que estavam sobre a mesa, porém ninguém olhou para ele. Não quero dizer que ele é um pobre coitado, até porque eu não sei da história dele nem de tudo o que ele viveu para estar naquela condição. Mas mesmo assim, eu não consigo estar indiferente a ele ou a qualquer outro indivíduo que esteja em igual situação, tampouco consigo estar indiferente a qualquer indivíduo ao meu redor, seja miserável ou miliardário. Tanto que não consegui ficar indiferente ao relato de um estrangeiro e aqui estou falando sobre isso, interagindo de alguma forma com a situação.
Todos nós temos diversas histórias para contar. Acredito que elas devam ser divididas com os demais. Não em sua totalidade, pois é importante termos privacidade (Ah, esse será o assunto do meu próximo texto aqui no blog), pois aprendi com um amigo que existem coisas que não devemos dizer nem diante do espelho. Mas as experiências de vida que podem trazer referências para os demais devem ser partilhadas.
Espero que o norte-americano mude seu conceito sobre nós e sobre nosso país. Se não mudar, paciência, pois ele não está errado, muito pelo contrário. A esperança ao qual me refiro é que venhamos a evoluir positivamente como pessoas e num futuro não muito distante a visão dele, e a minha também, possa mudar pra melhor.
Utopia, talvez. Quem sabe? Torço para não ser.

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