| Foto: Out of focus, indeed. |
Não! Você não está com problemas de vista. Não! Seu monitor não está com problemas. Sim! É uma foto fora de foco. Não que isso importe nesse contexto ao qual falaremos a seguir. Para alguns será um assunto "pé no saco", para outros, nem tanto. O que posso garantir para todos é que se pensarem bem sobre a questão, verão como certas coisas, certas atitudes, aquelas mais simples e rasas podem ser libertadoras, de fato.
Por toda a minha vida presenciei essa discussão interminável de egos entre as pessoas que me cercam. Isso é melhor, aquilo é melhor. Eu tenho, você não tem. Eu sei, você não sabe. Ora bolas? Do que adianta tanta convicção quando na verdade nada é certo nessa vida? A única certeza é a morte, nada mais.
As pessoas insistem em criar essa competição desenfreada sobre qualquer assunto que fique em voga. Chega a ser chato pra cacete presenciar essa repetição comportamental. Parece que involuímos como pessoas, e disso não duvido. Qual é a moral da história? Nenhuma, de fato.
Depois de muito participar do hobby do áudio, chegou uma hora que deu no saco. Essa paranoia de competição foi tão exagerada que muitos dizer ouvir diferenças ao colar um adesivo nos componentes do aparelho. Outros ouvem diferenças com a troca de fusíveis e etc. São superumanos, de fato.
Encontrei na fotografia uma morada mais tranquila. Nela, o que baliza quem pratica é o resultado, não tom do papo ou a profundidade do bolso. Mas mesmo nela há o embate besta de marcas e resultados quase imensuráveis. O título "Geraldinos e arquibaldos" me veio a mente por conta dessa competição, dessa tal "polarização" em tudo o que fazemos.
Por toda a minha vida presenciei essa discussão interminável de egos entre as pessoas que me cercam. Isso é melhor, aquilo é melhor. Eu tenho, você não tem. Eu sei, você não sabe. Ora bolas? Do que adianta tanta convicção quando na verdade nada é certo nessa vida? A única certeza é a morte, nada mais.
As pessoas insistem em criar essa competição desenfreada sobre qualquer assunto que fique em voga. Chega a ser chato pra cacete presenciar essa repetição comportamental. Parece que involuímos como pessoas, e disso não duvido. Qual é a moral da história? Nenhuma, de fato.
Depois de muito participar do hobby do áudio, chegou uma hora que deu no saco. Essa paranoia de competição foi tão exagerada que muitos dizer ouvir diferenças ao colar um adesivo nos componentes do aparelho. Outros ouvem diferenças com a troca de fusíveis e etc. São superumanos, de fato.
Encontrei na fotografia uma morada mais tranquila. Nela, o que baliza quem pratica é o resultado, não tom do papo ou a profundidade do bolso. Mas mesmo nela há o embate besta de marcas e resultados quase imensuráveis. O título "Geraldinos e arquibaldos" me veio a mente por conta dessa competição, dessa tal "polarização" em tudo o que fazemos.
Na fotografia, temos a tosqueira de qualificarmos de "canonzeiros" e "nikonzeiros". As duas empresas estão em pé de igualdade na seriedade com que fazem seus produtos. Porém uma delas domina o mercado, enquanto a outra está perdendo terreno a largos passos para a Sony. Mesmo sabendo que de nada adianta qual a marca da câmera que se tem, mas sim o resultado daquilo que se produz com ela, muitos insistem em brigar de forma ferrenha por isso. Pura perda de tempo.
Hoje mesmo quando entrei num fórum de fotografia no intuito de ler ou ver o que bons fotógrafos atuais estão produzindo, me deparei com uma situação mais comum do que parece. Nesse fórum há uma seção chamada "Arte Fotográfica". Bem, de acordo com a minha parca interpretação, deveria haver ali apenas tópicos com o tema, belos ensaios e coisas assim. Mas não. O que há são os mais toscos tópicos sobre como editar fotografias, qual é a lente pra isso ou para aquilo. Qual é melhor ou pior para tal coisa. Como gosto de dizer de vez em sempre, é a mesma cantilena de sempre.
Hoje mesmo quando entrei num fórum de fotografia no intuito de ler ou ver o que bons fotógrafos atuais estão produzindo, me deparei com uma situação mais comum do que parece. Nesse fórum há uma seção chamada "Arte Fotográfica". Bem, de acordo com a minha parca interpretação, deveria haver ali apenas tópicos com o tema, belos ensaios e coisas assim. Mas não. O que há são os mais toscos tópicos sobre como editar fotografias, qual é a lente pra isso ou para aquilo. Qual é melhor ou pior para tal coisa. Como gosto de dizer de vez em sempre, é a mesma cantilena de sempre.
Em paralelo, vejo que os criadores de conteúdo estão na mesma. Quando criam um conteúdo que possa aprimorar ou fortificar o entendimento da fotografia como arte ou como ferramenta de libertação do espírito criativo, quase sempre fracassam. Não porque sejam ruins ao elaborar tal conteúdo.
Isso ocorre apenas porque a audiência é de baixa qualidade. Como cantou Titãs, a televisão os deixou burro demais para pensar. Querem tudo mastigado, ruminado, pasteurizado, empapelado. Na verdade, quanto mais cagado, melhor.
Estamos fodidos de fato? Sim e não.
Outro dia, meu amigo Alberto Ellobo trouxe um assunto intrigante. Disse que leu em algum site russo sobre um tipo de fotografia diferente. Os russos chamam de "snipershoot photo". Consiste em pegar uma câmera simples e mais discreta possível. Andar com ela no bolso para todo o canto que for. Mantê-la ligada a maior parte do tempo, de forma que qualquer cena incomum ou interessante seja registrada sem despertar a atenção de quem está ao redor. Um disparo apenas é a regra principal. Nada de conferir o display pra saber se ficou bom ou ruim. Olhar os resultados ao final da jornada, já em casa. Tornar públicas as fotos que selecionar, porém mantendo-as sem tratamentos, no melhor estilo "as is".
Isso ocorre apenas porque a audiência é de baixa qualidade. Como cantou Titãs, a televisão os deixou burro demais para pensar. Querem tudo mastigado, ruminado, pasteurizado, empapelado. Na verdade, quanto mais cagado, melhor.
Estamos fodidos de fato? Sim e não.
Outro dia, meu amigo Alberto Ellobo trouxe um assunto intrigante. Disse que leu em algum site russo sobre um tipo de fotografia diferente. Os russos chamam de "snipershoot photo". Consiste em pegar uma câmera simples e mais discreta possível. Andar com ela no bolso para todo o canto que for. Mantê-la ligada a maior parte do tempo, de forma que qualquer cena incomum ou interessante seja registrada sem despertar a atenção de quem está ao redor. Um disparo apenas é a regra principal. Nada de conferir o display pra saber se ficou bom ou ruim. Olhar os resultados ao final da jornada, já em casa. Tornar públicas as fotos que selecionar, porém mantendo-as sem tratamentos, no melhor estilo "as is".
Pode parecer loucura, mas não é. Não que você vá fotografar assim pro resto da vida, nem que fará dessas fotos as suas obras primas. Mas como base de estudo e aprimoramento dos instintos fotográficos e da percepção e composição, essa "brincadeira séria" pode ser de suma importância. Como falei bastante esses dias, essa empreitada é libertadora.
Se quiserem conferir um pouco dessa loucura, visitem o grupo "Snipershoot Photos" no Facebook. Será bem legal mesmo, garanto. E a moral de tudo o que foi escrito é a seguinte. Fotografe! Não importa a marca da câmera, a qualidade da lente ou o grau de expertise que tenha. O que importa é respeitar a Arte Fotográfica. Estudar até o ponto que esteja satisfeito com isso.
Se quiserem conferir um pouco dessa loucura, visitem o grupo "Snipershoot Photos" no Facebook. Será bem legal mesmo, garanto. E a moral de tudo o que foi escrito é a seguinte. Fotografe! Não importa a marca da câmera, a qualidade da lente ou o grau de expertise que tenha. O que importa é respeitar a Arte Fotográfica. Estudar até o ponto que esteja satisfeito com isso.
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