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| Foto: Ira 13 |
Hoje, depois de muito tempo, senti aquele arrependimento de ter acordado. Poderia ter acordado amanhã, mas não seria o melhor para mim. Me arrependi mais ainda de ter ligado a TV. Ontem mesmo falava sobre isso com o amigo Paulo Mário. Não assistir aos telejornais tornou-se quase uma obrigação, diante de tanta manipulação e distorção das notícias em favor de uma série de interesses que não são da maioria.
Logo pela manhã é muito indigesto para qualquer ser humano ter tanta tragédia exposta de maneira massiva. Vendem espaço televisivo com base na audiência, e por fim, a audiência parece adorar ver desgraça. Reparo uma morbidez contumaz na maioria das pessoas que interagem comigo no dia a dia. Não há um dia sequer que não encontre ou converse com alguém, seja numa fila de banco, no supermercado ou mesmo na minha jornada fotográfica amadora, onde o assunto principal não seja a escalada da violência na nossa cidade. O "estado" está em estado terminal. Mantido pelos aparelhos de um governo federal igualmente moribundo. É como se tivéssemos um portador de câncer generalizado cuidando de um portador de Alzheimer. Um cheio de tumores malignos que presta assistência a outro que esqueceu o que é governar, não lembra do que é e de quais são suas responsabilidades e sequer lembra da importância e da dimensão que tem.
Sei lá. Parece que o Rio morreu. Agora sobrará matéria orgânica para os parasitas fazerem o banquete. Todos os tecidos ainda vivem. Nós, células deste imenso organismo, ainda temos atividade, mas somos obrigadas a combater vírus e bactérias sem o auxílio de nenhum do sistema imunológico. Será que vamos perecer por conta dessa suposta morte cerebral? Não sei. Só sei que existe uma grande chance de que isso aconteça.
Logo pela manhã é muito indigesto para qualquer ser humano ter tanta tragédia exposta de maneira massiva. Vendem espaço televisivo com base na audiência, e por fim, a audiência parece adorar ver desgraça. Reparo uma morbidez contumaz na maioria das pessoas que interagem comigo no dia a dia. Não há um dia sequer que não encontre ou converse com alguém, seja numa fila de banco, no supermercado ou mesmo na minha jornada fotográfica amadora, onde o assunto principal não seja a escalada da violência na nossa cidade. O "estado" está em estado terminal. Mantido pelos aparelhos de um governo federal igualmente moribundo. É como se tivéssemos um portador de câncer generalizado cuidando de um portador de Alzheimer. Um cheio de tumores malignos que presta assistência a outro que esqueceu o que é governar, não lembra do que é e de quais são suas responsabilidades e sequer lembra da importância e da dimensão que tem.
Sei lá. Parece que o Rio morreu. Agora sobrará matéria orgânica para os parasitas fazerem o banquete. Todos os tecidos ainda vivem. Nós, células deste imenso organismo, ainda temos atividade, mas somos obrigadas a combater vírus e bactérias sem o auxílio de nenhum do sistema imunológico. Será que vamos perecer por conta dessa suposta morte cerebral? Não sei. Só sei que existe uma grande chance de que isso aconteça.
O diagnóstico já foi declarado de forma ácida e sarcástica pelo canceroso. Morte iminente. O canceroso que cuida de nós parece que ao perceber isso, ministra algo para tentar nos manter vivos até que o final trágico aconteça, enquanto ele assiste a tudo na primeira fila com aquele sorriso irônico no canto da boca. É aquele sorriso de quem sabe que também morrerá em breve, mas ao menos verá o outro se foder antes dele.
Maquiável puro e pleno;
Maquiável puro e pleno;
"A natureza humana é essencialmente má. Querem obter o máximo com o mínimo esforço possível."
"Mesmo as Leis mais bem ordenadas são impotentes diante do costume."
"Tudo se degenera, se sucede e se repete fatalmente."
"Aos amigos os favores, aos inimigos a Lei."
"Mate se preciso for, mas alcance seu objetivo."
"A primeira impressão que se tem de um governante e da sua inteligência é dada pelos homens que o cercam."
Mais atual? Impossível.
"Tudo se degenera, se sucede e se repete fatalmente."
"Aos amigos os favores, aos inimigos a Lei."
"Mate se preciso for, mas alcance seu objetivo."
"A primeira impressão que se tem de um governante e da sua inteligência é dada pelos homens que o cercam."
Mais atual? Impossível.

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