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Yes! Nós temos bananas.

Foto: Prata da Casa

 Salve Alberto Ribeiro! Salve Braguinha! Yes! Nós temos bananas. Lançada em 1938, a marchinha se mantém atual. Não há nada mais atual mesmo. Ouçam a marchinha, interpretem a letra e entenderão.

 Parece que as bananas ainda estão em alta. Trocamos elas por pizzas de vários sabores, pizzas de vários sotaques. Afinal, temos ela, a banana, pra dar e vender, ainda. Manter os oportunistas com a pança enorme é tarefa árdua. Nada melhor que a banana pra isso, afinal ela engorda e faz crescer. 

 Por outro lado, atualmente a base da pirâmide mal pode degustar desta iguaria. Como diz uma estrofe, ouro do bolso da gente não sai. Enquanto esta e outras riquezas vão indo embora como diz a letra, os entreguistas se apropriam da obra e a levam a um nível extremo. A cada dia que surge, a coisa piora e mais riqueza vai embora. Até quando nosso estoque variado de "bananas" vai durar? Acho que não dura muito se os entreguistas permanecerem no poder. Apesar de termos várias espécies de bananas, dentre elas as variedades da banana prata, banana ouro, banana nióbio, banana óleo bruto, banana minério, mas a mais desejada é a banana-planalto. Quem dela come, não quer parar jamais. Basta ver os americanos do norte, que demonstraram para o mundo seu amor incondicional pelo fruto desde o episódio da United Fruit, hoje "Chiquita" (olhem Braguinha novamente...) lá pelas bandas da américa central.

 Lembro de uma piada do Chico Anysio que dizia que o nome Brasil na verdade era uma sigla para Bravos Rapazes Americanos(do norte) Silenciosamente Irão Levando. Para que isso ocorresse de pleno ao longo do tempo e da história de nossa republiqueta imperial anárquica neo-liberal sócio-comunista-marxista linha Groucho, mas que teima em manter o pé na cozinha planejada do capital aberto -risos efusivos- o Tio Sam fez valer a estratégia dos tempos áureos da guerra fria, de manter seus espiões/informantes/capachos em boas posições por aqui.

 Vou parar por aqui, tenho que sair correndo pra feira pra garantir alguns cachos para consumo imediato e também preciso negociar um pedaço de terra para plantar alguns pés da fruta. Mas pensando bem, não vou correr não. É que lembrei de João Donato que um dia cantou que bananeira é não sei, é sei lá.

 Salada de frutas que é esse Brasil. Quem sabe seja melhor voltar às minhas raízes e cantar o fado da indecisão...

 Não sei se vou ou se fico. Não sei se fico ou se vou. 

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