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| Foto: Pombos Canibais |
Depois dizem que o mundo está normal e que quem acha que estamos à beira do juízo final é louco ou no mínimo "lelé da cuca". Que nada! Sabem de nada , inocentes!!!
Essa é a mais pura realidade. Estamos de fato no final dos tempos, como dizem os mais velhos. O mundo anda dando reviravoltas, cambalhotas, quiçá triplos mortais carpados com direito a pirueta reversa. Nessa ginástica artística cotidiana que o povo tem que fazer para sobreviver, vejo cada situação que é de arrepiar até os "cuelhos". É sério, gente... não sei onde isso vai parar.
Essa é a mais pura realidade. Estamos de fato no final dos tempos, como dizem os mais velhos. O mundo anda dando reviravoltas, cambalhotas, quiçá triplos mortais carpados com direito a pirueta reversa. Nessa ginástica artística cotidiana que o povo tem que fazer para sobreviver, vejo cada situação que é de arrepiar até os "cuelhos". É sério, gente... não sei onde isso vai parar.
Na visita de ontem ao hospital, me deparei com uma fila bem generosa para marcação de exames e consultas. Até aí, tudo normal, né? Fila, povo, saúde e Brasil, tudo na mesma sentença é síntese, quando na verdade deveria ser antítese. Mas deixemos estar, não podemos desistir nunca, esse é o lema. O problema é que nessas filas de hospitais públicos é que somos bombardeados com os famosos choques de realidades diversas.
Além da fila estar bem grande como de costume, ainda contávamos apenas com um guichê aberto, dos oito disponíveis no balcão de atendimento. Para melhorar a questão, ainda contávamos com uma placa tão generosa quanto a fila, e não era generosa apenas no tamanho das letras quase garrafais, mas também no número de especialidades e exames que estavam sem previsão de abertura para marcação. Uma lástima sem fim.
Além da fila estar bem grande como de costume, ainda contávamos apenas com um guichê aberto, dos oito disponíveis no balcão de atendimento. Para melhorar a questão, ainda contávamos com uma placa tão generosa quanto a fila, e não era generosa apenas no tamanho das letras quase garrafais, mas também no número de especialidades e exames que estavam sem previsão de abertura para marcação. Uma lástima sem fim.
Outro aspecto inerente às filas de hospitais públicos é o contato com as mais absurdas histórias de cidadãos que são aplacados pelo sistema. Cidadãos que pagam seus tributos, mas a contrapartida devida à eles não existe. Dentre todas as mazelas apresentadas neste divã vertical móvel, uma me chamou muito a atenção. Uma senhora de uns 65 anos, no mínimo, aguardava logo atrás de mim a sua vez de marcar alguns procedimentos. Ela estava com um grande lenço amarrado em sua cabeça, que cobria uma cirurgia em seu crânio. A retirada de um tumor maligno havia sido feita, e de acordo com o relato dela, a abertura se estendia de um lado ao outro do topo de sua fronte. Até o topo de seu nariz estava inchado devido a recém retirada do dreno. O que mais me chocou é que ela estava ali naquela fila apenas alguns dias após a sua cirurgia. Na hora pensei em quantas vezes reclamei de levantar da cama cedo durante minha vida. É difícil. Nem vou me alongar descrevendo para vocês toda a saga que essa senhora acabou me relatando quase que compulsoriamente, mas em tom de desabafo, porque seria demais para todos nós viver um pouco do sofrimento dela, mesmo que na imaginação. E não me interpretem mal não. Não estou deixando de lado o relato deste senhora, jamais. A questão é que esse relato me deixou tão pra baixo, mais do que já estava diante de toda essa avalanche de merdas que o país passa no momento, que prefiro não ficar revisitando a questão, até porque não consigo ajudá-la em nada, infelizmente.
Saga vencida. Saio da fila com um Boeing 747 sob os ombros, porque além de tudo o que vi, ouvi e vivi naquela fila, ainda tive a grata surpresa de que tudo o que precisava, eu não resolvi. Raio X parado, sem previsão de volta. Marcação de consulta para oftalmologia, para cirurgia de catarata da minha mãe? Sem previsão. Exames de imagem? Só à partir do dia 10 do próximo mês que irão abrir novas vagas para marcação. Detalhe, se conseguir a vaga quando da abertura das marcações, sabe-se lá para qual data o exame será marcado. Não duvido que seja para o próximo ano. Como é ano eleitoral, talvez saia algo. É foda.
Saga vencida. Saio da fila com um Boeing 747 sob os ombros, porque além de tudo o que vi, ouvi e vivi naquela fila, ainda tive a grata surpresa de que tudo o que precisava, eu não resolvi. Raio X parado, sem previsão de volta. Marcação de consulta para oftalmologia, para cirurgia de catarata da minha mãe? Sem previsão. Exames de imagem? Só à partir do dia 10 do próximo mês que irão abrir novas vagas para marcação. Detalhe, se conseguir a vaga quando da abertura das marcações, sabe-se lá para qual data o exame será marcado. Não duvido que seja para o próximo ano. Como é ano eleitoral, talvez saia algo. É foda.
Por fim, ao sair do hospital, após toda aquela carga negativa ter se apossado de mim, ainda me deparo com a cena da foto acima. Achei surreal mesmo, porque na minha pobre cabeça de vento, acreditava que aves em geral (exceto as de rapina) comiam apenas sementes, frutos e insetos. Rapazes, pombos comuns (Columba livia) estavam ali, diante de mim, num frenesi por três pedaços de frango assado deixados numa marmita provavelmente destinada aos cães e gatos de rua que vivem no local. Saquei o celular do bolso, pois havia deixado a câmera no carro. Me aproximei para fazer a chapa, mas os pombos são ariscos e se afastavam de mim. Tentei pegar eles bicando os restos da coxa de frango e dos dois nacos de carne de frango que ali estavam. Não consegui pegar a cena porque o celular demora para disparar a foto. Mas pelo menos consegui fazer o clique.
Esse foi o gatilho para minha ideia sobre o final dos tempos - risos! Soube naquele momento que se té os pombos estavam comendo sem dó seus semelhantes, então ver os homens matando, roubando e destruindo seus semelhantes acaba por parecer mera coincidência. E a coincidência não está apenas na crueldade, está na demonstração explicita de da necessidade louca de lutar pela vida, pelo alimento, independente do custo que tenha. Onde vamos parar?
Esse foi o gatilho para minha ideia sobre o final dos tempos - risos! Soube naquele momento que se té os pombos estavam comendo sem dó seus semelhantes, então ver os homens matando, roubando e destruindo seus semelhantes acaba por parecer mera coincidência. E a coincidência não está apenas na crueldade, está na demonstração explicita de da necessidade louca de lutar pela vida, pelo alimento, independente do custo que tenha. Onde vamos parar?

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