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Obsolescência programada.

Foto: Obsoleto

Prazo de validade. 
Isso define ou pauta a vida de "Homens" e "coisas" nessa terra. 
Como seria a vida se não existisse essa sequela?
Seria curioso? Tedioso? Tenebroso? Não sei.
Seria melhor do que vivermos à sombra da incerteza.
Sem saber o dia em que o "Fim" irá bater na porta. 
Sem saber o dia em que a "morte" irá botar as cartas na mesa.
Para o "Homem" não parece justo jogar um jogo de regras sem clareza.
Perder deixa de ser uma possibilidade e passa a ser uma certeza.

Tudo nessa vida tem uma sequência.
Que hora começa atrasada. 
E sempre termina com antecedência.
Pra quem fica, sobra o gostinho de "quero mais".
Pra quem vai, resta a esperança do descanso em Paz.
Não sei onde fico nisso tudo.
Se vou ou se fico, cego, surdo, mudo.
Só sei que fico com saudade.
Espero não senti-la por toda a eternidade.
Quero que finde com o meu fim, pois será melhor pra mim.

As "coisas" também sofrem de um mal parecido. 
Algumas nascem mesmo após terem morrido. 
Outras morrem sem sequer terem nascido. 
Para o "Homem", é melhor nem ter vivido.
O tédio do "Homem" é um algoz feroz. 
Que descarta aos montes sem pudor algum.
Pelo menos as "coisas" nascem sabendo ao que se destinam.
E quando terminam, morrem sem rancor nenhum.

Quase sempre o lixo é sua última morada.
As vezes voltam pra servirem de prateleiras. 
A maioria nem volta, não servem pra nada.
O pouco que volta do lixo, passa por transformação.
Vira cadeira, mesa, garrafa e agora vira até ração.
Que transforma a mazela da fome em um tipo mórbido de atração.
Agradar ao "Homem" é tarefa árdua e extremamente vil. 
Desde que ele inventou a "obsolência programada" nada nunca mais lhe serviu.

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