| Foto: São? Do quê?
"Certas canções" do Milton Nascimento e do Tunai talvez seja uma das canções que mais gosto, que mais me emociona. Sua letra é de um simbolismo tremendo para mim, porque fala em metáforas sobre muitas coisas que mexem com meus sentimentos. Não há como não associar essa música com a fotografia, pois estão diretamente ligadas no meu entendimento. então li o texto do meu amigo Alberto Ellobo, e mais uma vez veio a inspiração para escrever. Surgiu o elo de ligação que faltava para manter a temática original do meu blog que associa a vida cotidiana com a música e a fotografia.
O curioso é que todas as vezes que ouço essa música sinto uma emoção diferente. O Milton foi muito feliz ao compor junto com o Tunai. Não sei ao certo a história, quem fez a letra, quem compôs a melodia. Só sei que é belíssima, contundente. Da mesma forma que o fotógrafo aplica sua linguagem através da composição, do tratamento e tudo mais, o compositor insere sua linguagem através da melodia, do arranjo, da escala escolhida. A letra é de suma importância para causar o impacto, fazer aflorar a emoção.
Para um fotógrafo é difícil não associar essa canção com a fotografia, porque uma das situações mais comuns é a de contemplar os trabalhos dos fotógrafos que admiramos ou que acabamos de conhecer. Por vezes nos deparamos com fotografias que nos saltam aos olhos e nos fazem perguntar "Como não fui eu que fiz?". Todas as demais metáforas da letra podem ser associadas perfeitamente com as histórias e situações presentes no cotidiano de um fotógrafo, sem dúvidas. Basta ter a sensibilidade aflorada.
Então abaixo seguem as palavras que me vieram na cabeça para adaptar a letra ao que penso. Pode parecer uma adaptação tosca, boba, mas foi o que brotou da mente e do coração.
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Certas fotografias que vejo
Cabem tão dentro de mim
Que perguntar carece
Como não fui eu que fiz?
Muitas emoções explodem
Enchem minha alma de Amor
Certas cenas me chegam
Muito mais fortes que a Dor
Frames de mágoa e de sonho
Tiras de filmes no chão
Fotos do medo do povo
E o dedo no disparador
Lida que causa ferida
Medo visto pela ocular
Sombra e luz, amigos
Ato de fotografar
Amor que grita, sofre, teima e suplanta
A dor que grita, sangra, carece de fotografar.
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Foto: Contrastes Mesmo cheia de contrastes e mazelas, ainda te amo e n ão sei o que seria de mim sem você, seria triste. Mesmo de coração partido, resisto, insisto, afinal você existe. Penso sempre em te deixar, viajar, ir morar em outro lugar. Mas logo desisto porque amo muito tudo isto. Espero que um dia tudo possa mudar e v ocê possa voltar a ser apenas a "princesinha do mar", sem arrastão, sem tragédia, sem choro na multidão. E quem sabe também deixe de ser palco pra essa gente vil que adora explorar tua beleza, sem se dar conta que o saldo de tanta maldade e ingratidão é apenas o medo e a tristeza. Numa canção do Vercillo tem uma estrofe que me emociona e me faz pensar em tudo de bom que tu traz à tona quando te fotografo, quando "penso em ti". Me emociono sim, mesmo quando dizem que emocionar-se com música e fotografia é coisa piegas, cafona. Gente boba que não gosta de expor o que sente e q...

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